CHAPELEIRO

CHAPELEIRO

CHAPELEIRO

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Antes de esse texto ir adiante, uma nota importante: o artista sobre o qual vamos falar agora não entrou nessa parada de música eletrônica na semana passada. A batalha de Fabricio Beraldi Neves, o nosso (hoje) famoso Chapeleiro, começou no início dos anos 2000.

Quase 10 anos depois é que ele encontrou uma fórmula que viria a revolucionar o movimento underground no Brasil, alastrando-se como um vírus em absolutamente todas as festas a céu aberto. A fórmula? Bem, quase ninguém sabe explicar verbalmente. Que som é esse? Estranho, explosivo, pesado… Vamos fazer uma coisa. Melhor que ele explique:

“Meu som é algo novo, uma mistura de Old Trance e New Prog, incluindo algumas coisas de Techno. É uma linha mais groove com elementos de Trance, até com algum aspecto do chamado Prog Offbeat, mas na verdade eu estou usando elementos de Low, com frequência de notas mais abertas. Então é um meio termo entre Prog Trance, Techno e a parte melódica indiana. Classifiquei tudo isso como Brutal Bass”.

Autêntico. Talvez essa única palavra seja suficiente para entender o sucesso que Chapeleiro vem fazendo junto ao público jovem em dezenas de shows por mês. Se 10 a cada 10 dicas de “big names” da música indicam que você deve criar a sua própria identidade, Chapeleiro levou isso muito a sério.

Seu lifestyle exageradamente simples, para que o foco seja 100% a música, tem trazido resultados inesperados. Em 2016 cumpriu uma agenda insana de 110 shows, incluindo festivais como Tomorrowland Brasil (entre os headliners), Ultra Music Festival e todas edições do XXXPERIENCE Festival, incluindo o #XXX20, onde tocou no Love Stage e estreou seu live audiovisual ao lado do VJ Picles.

No mesmo ano arrastou milhares de pessoas aos melhores clubs do Brasil, como Green Valley, Anzu, Sirena, El Fortin e Matahari, para citar alguns. Sim, o mercado também foi “abduzido”. Tanto é que Chapeleiro chegou a ser indicado como “Best Big Room DJ” pelo V Prêmio RMC e alcançou a 130ª posição no polêmico ranking dos artistas mais populares do mundo, promovido pela revista britânica DJ Mag, mesmo sem ter feito qualquer campanha para tal. Seus vídeos no YouTube têm uma audiência somada de mais de 6 milhões de visualizações. No Facebook, quase um milhão de pessoas já deixaram um “like” para Chapeleiro.

A ascensão meteórica vem bem armada, com um arsenal de faixas explosivas sustentando o poder autoral do artista. “Chuva” alcançou quase meio milhão de plays em um mês. Outras obras que valem menção aqui: “Disco Voador”, “Abduzido”, “Violência”, “Pancadaria”, “Cidadão Espacial” e a nova “Mantra”. Todas elas já enlouqueceram os fãs pelos quatro cantos do país.

O Brasil já foi abduzido. Falta o resto do mundo.